segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Liberdade x Segurança - Questionamentos

Segundo teoria de Zygmunt Bauman, sociólogo, não é possível unir Liberdade à Segurança, ou o oposto. Quanto mais liberdade menos se tem segurança, e quanto mais segurança menos liberdade.

Entretanto, refletindo o assunto e tomando conhecimento de alguns relatos, passei a questioná-lo.

Utilizarei dois depoimentos neste texto.

O primeiro é o relato de um estudante que havia voltado a pouco para o Brasil, na conversa relatava empolgado sua experiência e exaltava as características do Canadá:

[...]As pessoas são mais educadas, o estudo é valorizado, não há pudor em trabalhar quando se precisa de dinheiro, as praças são seguras, existem câmeras![...]

À primeira instância pensei: de fato há segurança, porém uma falsa sensação de liberdade. Com a população sendo vigiada constantemente, nenhuma ação é despercebida. Uma “cobrança” camuflada faz-se presente devido às câmeras. A teoria está certa.

Este foi um exemplo em que a segurança está a primeiro plano; Vejamos agora o segundo relato, uma pessoa que foi até a cidade de Londrina – MG visitar os parentes:

[...]Não há patrulhamento na cidade, a segurança lá é algo muito precário, a primeira coisa que notei ao chegar em Londrina foram as casas, todas elas, com muros altíssimos e cercas eletrificadas. Senti uma insegurança muito grande da população.[...]


Neste segundo caso, não há segurança e tão pouco foi possível identificar a liberdade. Como considerar livre uma pessoa que vive seus dias de forma amedrontada? Como ser livre atrás de muros altos e cercas eletrificadas, sendo que estes por definição já representam limites? Se não posso ao menos ir até a esquina de minha rua sem preocupação, se o medo me deixa em uma situação extremamente desconfortável e preciso tomar uma série de medidas para manter a segurança daqueles que amo, com certeza não posso me considerar livre.

Segundo Aristóteles é considerado livre aquele que tem em si mesmo o princípio para agir ou não. A liberdade também é concebida pela ausência de constrangimentos internos e externos.

Um patrulhamento policial, bem como câmeras na praça, tem sua razão de ser no respaldo a uma convivência social sadia e na integridade física dos indivíduos. A sensação de segurança ascendendo e, por conseguinte, o temor e constrangimento ao andar pelas ruas diminuindo, permitirá com que os cidadãos desfrutem mais do espaço público e sintam-se verdadeiramente em paz nos seus próprios lares. A auto-estima do povo crescerá. A partir daí, não é possível caminhar mais só com segurança. A educação será primordial para a manutenção e elevação da sociedade.


G.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A enfermeira, o cachorro e a mobilização social.


Camila Corrêa da Silva, 22, enfermeira, espancou um cachorro yorkshire na frente de sua filha, menor.

Uma repercussão enérgica deu-se nas redes sociais. Em pouco tempo, os dados da enfermeira estavam expostos ao público e ameaças à sua integridade física eram constantes.

Analisando o fato sob outras perspectivas:

Houve tamanha adesão ao episódio doméstico, que a princípio não interfere na rotina da população, de modo que não se vê em assuntos políticos e outros que dizem respeito ao coletivo. O tema revelou-se, de certo modo, simples, na verdade, “simples” é o tema.

Quanto menos esforço intelectual a questão exige, maior será a participação da população. No caso, uma atitude de violência, com provas materiais, seguida de impunidade.

Situações de problemática de simples, demandam intervenções simples.

Porém, e o inverso? Questões de âmbito comunitário, que tem maior chance de atingir a rotina dos cidadãos não são abraçadas com a mesma veemência.

Chegamos ao contraponto: Quanto mais complexo o assunto, menor será a participação do povo.

Situações de problemática abrangente, demandam intervenções incisivas e conscientes. A complexidade gera o desinteresse.

Lamentavelmente, quanto mais ignorante for indivíduo mais fácil será tê-lo como joguete, através de fatos que fogem à sua compreensão: hierarquia no trabalho, governo, ensinamentos religiosos... A essa altura, um apelo a uma rápida reflexão:



Mobilização social

Não podemos menosprezar a mobilização social que houve, por mais simples que esta tenha sido. De trás dos muitos “curtir” e “compartilhar”, o caso ganhou visibilidade, despertando a atenção das grandes mídias. Uma atitude policial teve de se fazer mais presente, e reflexões sobre leis e procedimentos oficiais vieram à tona.

Desfecho:

· Conscientização / união da população.

· Manifestação do sentimento de revolta perante a violência e impunidade.

· Obtenção do resultado merecido.

Qual seria o desfecho em uma questão coletiva?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Exposição do pensamento religioso: louvável ou inconveniente?

Passeando pela internet deparamo-nos com esta imagem:

Especialmente em redes sociais, a divulgação de pensamentos religiosos é frequente. E é comum estes serem interpretados como uma pregação forçada, cansativa e inconveniente. Porém, seus autores não estariam trabalhando para a melhoria do mundo, segundo o que acreditam, de forma louvável?


Não houve um consenso para esta questão.


Segundo a opinião de D.:

Uma vez feita a divulgação pública da fé, ela beira a falta de respeito ao espaço ideológico alheio. O fato de uma pessoa acreditar piamente em uma ideologia, não faz dela uma verdade. A divulgação dessa ideologia no intuito de arrebanhar fiéis para a sua causa, também não a torna mais verdadeira. A pregação não tem o intuito, em sua grande maioria, de iniciar as pessoas em um entendimento lógico das mensagens, quando esta existe. O progresso depende de elucidação, e a pregação caminha no sentido contrário a isso.


Já para G.:

O fato de haver uma deficiência lógica dessa ou daquela crença, tanto em sua ideologia como em seus partícipes, não interfere no que diz respeito à louvável ou não. O fator determinante é sempre a intenção do indivíduo. Se, estando plenamente convicto de seus valores, sincera e honestamente, trabalha-se em prol do mesmo, divulgando seus ensinamentos por exemplo, tal atitude não poderia ser classificada de outra maneira a não ser “louvável”.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

09/12/2011 - "3 faculdades importantes na formação do indivíduo" / "E.T.'s, superiores?"

3 Faculdades importantes na formação do indivíduo

Uma das discussões interessantes que tivemos sexta foi sobre valores que fazem peso na formação de um indivíduo. Eis que chegamos ao tripé:

1 - Orientação dos pais, diálogo aberto e livre de preconceitos, tabus e constrangimento.
2 - Consciência artística
3 - Consciência religiosa

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1 - Orientação dos pais, diálogo aberto, livre de preconceitos, tabus e constrangimento.

Sem sombra de dúvida a formação familiar é a grande responsável por boa parte da lapidação de inúmeras consciências. Seja de maneira proveitosa ou nem tanto, há de desvelar atenção aos tutelados de forma consciente, uma vez que, em excesso ou em falta causa tanto malefício como benefício.
A orientação através do diálogo aberto, munido de respeito entre ambas as partes e livre de constrangimento é sem dúvida um dos melhores meios de aprimoramento aos que ainda estão em desenvoltura de caráter.

2 - Consciência artística

O contato com a arte eleva a consciência crítica e a subjetividade.
As artes trabalham com diversos pontos de vista e com diferentes formas de manifestações: música, filmes, teatro, pinturas, leitura, etc. Além de ser uma forma do indivíduo expressar sentimentos como bem entender.

3 - Consciência religiosa

O conhecimento religioso é importante na formação de um senso altruísta como na elevação da moral (se você não acredita no ser humano, este blog não é para você). Proporciona segurança, tranquilidade e reflexão no que diz respeito à caráter.
Se o indivíduo irá ou não dar continuidade aos ensinamentos religiosos quando maduro, isso não importa tanto, mas é impossível escolher algo sem conhecimento de causa.

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E.T.'s, superiores?

Por analogia, uma pessoa que não pratica exercícios tem seus músculos atrofiados pela falta de uso. No que se supõe ser a constituição física de seres extra-terrestres, nota-se em geral que, todos possuem organização fisiológica frágil. Ou seja, é ilógico supor haja demasiada força bruta em suas atividades, logo a tecnologia superior da conta de tudo.

Outro ponto de vista levantado foi sobre a índole dos alienígenas, seriam bons ou maus? Ora... se já houve casos de E.T.'s encontrados na Terra, não poderíamos ignorar o fato que nossa localização e estilo de vida não é uma novidade para eles. Sendo assim, se houvesse qualquer intenção de ataque, a mesma já deveria ter sido executada.

Então poderíamos concluir que além de dotados de maior tecnologia, são também detentores de maior caráter e moral?

Apresentação

O "Rolê Filosófico" é um grupo de amigos que gostam de conversar despretensiosamente sobre diversos assuntos, não obstante, preocupam-se em aprofundar os debates de maneira coerente e sadia.
O intuito deste blog é registrar conversas, encontros e idéias.