
Camila Corrêa da Silva, 22, enfermeira, espancou um cachorro yorkshire na frente de sua filha, menor.
Uma repercussão enérgica deu-se nas redes sociais. Em pouco tempo, os dados da enfermeira estavam expostos ao público e ameaças à sua integridade física eram constantes.
Analisando o fato sob outras perspectivas:
Houve tamanha adesão ao episódio doméstico, que a princípio não interfere na rotina da população, de modo que não se vê em assuntos políticos e outros que dizem respeito ao coletivo. O tema revelou-se, de certo modo, simples, na verdade, “simples” é o tema.
Quanto menos esforço intelectual a questão exige, maior será a participação da população. No caso, uma atitude de violência, com provas materiais, seguida de impunidade.
Situações de problemática de simples, demandam intervenções simples.
Porém, e o inverso? Questões de âmbito comunitário, que tem maior chance de atingir a rotina dos cidadãos não são abraçadas com a mesma veemência.
Chegamos ao contraponto: Quanto mais complexo o assunto, menor será a participação do povo.
Situações de problemática abrangente, demandam intervenções incisivas e conscientes. A complexidade gera o desinteresse.
Lamentavelmente, quanto mais ignorante for indivíduo mais fácil será tê-lo como joguete, através de fatos que fogem à sua compreensão: hierarquia no trabalho, governo, ensinamentos religiosos... A essa altura, um apelo a uma rápida reflexão:
Mobilização social
Não podemos menosprezar a mobilização social que houve, por mais simples que esta tenha sido. De trás dos muitos “curtir” e “compartilhar”, o caso ganhou visibilidade, despertando a atenção das grandes mídias. Uma atitude policial teve de se fazer mais presente, e reflexões sobre leis e procedimentos oficiais vieram à tona.
Desfecho:
· Conscientização / união da população.
· Manifestação do sentimento de revolta perante a violência e impunidade.
· Obtenção do resultado merecido.
Qual seria o desfecho em uma questão coletiva?
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